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Virtualmente Real

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Com a constante procura das empresas por novos meios para comunicar, a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual surgem como soluções cada vez mais relevantes.

Embora ambas sejam do mesmo ramo da tecnologia, Realidade Aumentada e Realidade Virtual não são a mesma coisa. Para facilmente perceber a diferença entre ambas, a Realidade Virtual permite a imersão do usuário num ambiente 3D enquanto a Realidade Aumentada traz elementos do mundo virtual para o real.

A Realidade Aumentada teve definitivamente a atenção que lhe era merecida, com o lançamento do jogo Pokémon Go para Android e iOS, em 2016. Com um modelo de jogo simples, a Nintendo conseguiu criar uma experiência bastante interativa e, em muitos casos, viciante até. O impacto social que este jogo teve nas pessoas, despertou a atenção da crítica e da comunidade desenvolvedora para este tipo de experiências.

Esta tecnologia já vem, obviamente, sendo trabalhada há alguns anos pelas gigantes tecnológicas Google, Mozilla, Microsoft e Apple. Estas empresas estão a trabalhar para tornar a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual numa experiência única, acessível a todos e, acima de tudo, o mais perfeita possível.

A Mozilla, pioneira na adopção da realidade virtual no browser, tornou esta tecnologia mais acessível a todos nós com a introdução da ferramenta A-Frame. Assente na biblioteca three.js, o A-Frame torna a criação e posicionamento de objectos tridimensionais no espaço numa tarefa muito mais simples, através de um sistema de componentes, para serem depois visualizados num headset como o Vive, Rift, Windows Mixed Reality, Daydream, GearVR, Cardboard e ser usado até para Realidade Aumentada.

No início de 2016 a Microsoft apresentou o seu produto, o Hololens. É possivelmente a solução mais completa e fiável no mercado, apesar de ser ainda muito dispendiosa, e por isso com pouca aderência, tanto de desenvolvedores como de utilizadores. Mas a Microsoft continua a investir muito nesta plataforma porque acredita verdadeiramente nela e por poder ser perfeitamente integrada numa outra, a Internet das Coisas.

A Apple foi a primeira a trazer o mundo da realidade aumentada para o seu sistema operativo móvel, e colocar essa tecnologia disponível no mercado, de forma efetiva e acessível, para que as empresas a pudessem usar nos seus conteúdos a oferecer aos seus clientes. O primeiro exemplo a ser mostrado com a introdução da Realidade Aumentada nos iPhones, foi a aplicação do IKEA, que passou a permitir que os utilizadores daquele sistema operativo pudessem visualizar os produtos do catálogo da empresa diretamente nas suas casas, através da câmara dos seus dispositivos.

Um dos problemas dos produtos acima descritos, é o suporte limitado, seja apenas a web ou a apenas um sistema operativo, como é o caso da Microsoft e Apple. É aqui que a Google também pretende inovar ao lançar duas aplicações (WebARonARCore e WebARonARKit), uma para Android e outra para iOS, para o desenvolvimento de experiências de Realidade Aumentada, Realidade Virtual ou Realidade Mista, usando tecnologias web.

Obviamente, que sendo estas as principais empresas a trabalhar neste tipo de tecnologia, existem outras também com soluções inovadoras e avanços significativos para ramos mais específicos, como a medicina ou a educação.

Na LOBA.cx, estamos também a contribuir para que, tanto a Realidade Aumentada como a Realidade Virtual estejam cada vez mais acessíveis a todos os utilizadores.

Através do projeto europeu Magellan com a plataforma First Parallel, esperamos conseguir facilitar ao máximo o desenvolvimento de experiências deste tipo, tanto a developers como designers, ou até a pessoas sem qualquer tipo de conhecimento de desenvolvimentoCodeless Experience. Para além dessa grande vantagem, o First Parallel dá-nos a possibilidade de juntar a Realidade Aumentada e Virtual com ferramentas Located-based (GPS, NFC, QR Code). A junção de todas estas funcionalidades abre um vasto leque de oportunidades para criação de experiências com conceitos totalmente diferentes dos que estamos habituados a ver até hoje, e que podem ser usadas por diversas indústrias (Educação, Turismo, etc) de forma bastante inovadora em termos de conceito.

Todo este progresso deixa boas indicações acerca daquilo que o futuro nos reserva e que as marcas poderão oferecer aos seus clientes e seguidores: experiências verdadeiramente interativas e imersivas.

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