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A Máquina de Café de Balão num Momenta

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KNOL

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Há produtos antigos que são rapidamente substituídos por outros tecnologicamente mais evoluídos e com design mais apelativo, e outros que continuam a inspirar gerações respeitando a sua essência e uso na sua versão primária. É o caso da máquina de café de balão que fez parte da infância de muitos, e que hoje se reinventa, trazendo o culto e o ritual de preparar café.

Na Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis, encontrei esta máquina de balão de café ou cafeteira em vácuo com queimador de álcool de pano pavio, inventada em 1930 por “Loeff de Berlin” e que, em 1840 foi lançada com um design diferente pelo engenheiro náutico escocês “Robert Napier”. Foi concebida para preparar café e funciona segundo o princípio da expansão e contração dos vapores de água e tem uma forma muito semelhante a uma ampulheta.

Este é um método de preparação que cria um verdadeiro momento de “show off“, que parece saído de uma aula de química ou ensaio de alquimista.

As máquinas de café evoluíram (bastante!) e as marcas (sobretudo a NESPRESSO enquanto marca pioneira) contribuíram fortemente para a criação de novas formas de consumo de café. Deste modo foram respondendo aos novos ritmos da sociedade que valorizam a comodidade, a rapidez e a globalização, apoiados no movimento do “descartável” e do “quase-totalmente-automático”.

O café é uma bebida social. Em Portugal, o consumo de café fora de casa, é uma característica particular do nosso povo.  No entanto, temos assistido a um aumento exponencial de consumo de café de cápsula em casa, que conta já com mais 5 milhões de portugueses consumidores deste tipo de produto.

A comodidade, conveniência, e a própria evolução tecnológica trouxeram produtos mais rápidos, acessíveis e práticos, ao ponto de depender de um gesto ou comando.

Ainda assim, esta revolução de consumo traz novos paradigmas, com a reinvenção de novos momentos e a valorização do que é tradicional. Há produtos que se reinventam, produtos antigos que voltam a estar na moda. As pessoas voltam a querer valorizar momentos e viver experiências.

A máquina de balão, ou também conhecida por máquina de café de vácuo ou sifão, volta a ser uma grande tendência. É hoje um objeto de deslumbre para a criação de experiências de consumo mais exclusivas disponíveis em restaurantes ou cafés de elite.

Tornou-se um objeto de design para ser consumido à mesa em vez de ter um lugar funcional na cozinha. E, sobretudo, dizem por aí que devido às técnicas aplicadas e ao “ritual” do balão, é a peça que produz o melhor café do mundo.

A minha interpretação para esta máquina de balão –  que hoje volta a ser procurada para uma recriação de momentos e do ritual do café – dá-se através do meu contributo para a criação de um naming para esta máquina, que seja capaz de traduzir os principais atributos desta máquina e a experiência que proporciona.

A minha sugestão seria: MOMENTA

MOMENTA inspira-se no momento, no tempo que toma a preparação, no processo de espera para obter um resultado perfeito.

MOMENTA inspira-se também num ritual de requinte, numa marca de glamour, intensa, inspirada no vintage e num conceito de comunicação que reforça o que é original.

O marketing nem sempre vive da criação de produtos novos. Continua a existir um lugar para o marketing de saudade ou de nostalgia, em que se dá uma nova vida a produtos históricos, que trazem à luz a inspiração e sensações únicas de outras épocas.

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