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A cultura digital nas organizações

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O facto de Portugal surgir num modesto 16º lugar no ranking europeu de digitalidade deve ser motivo de reflexão e debate, principalmente por parte daqueles que não são profissionais da área.

Segundo um estudo da PWC, a falta de cultura digital é um dos principais desafios que as empresas enfrentam. Segundo a consultora:

  • Cerca de 58% das organizações em Portugal têm falta de cultura e formação digital;
  • 33% dos parceiros de negócio, em Portugal, não têm capacidade para colaborar;
  • Em 22% dos casos existe uma falta de padrões digitais, normas e certificação;

 

“O grande desafio não está na implementação das tecnologias mais adequadas, está sim na transformação cultural da empresa e na atual falta de competências para lidar com esta mudança.” O estudo refere que investir nas tecnologias apropriadas é importante, mas o sucesso ou a falta deste não irá apenas depender de sensores específicos, de algoritmos ou de programas de análise.

A McKinsey sustenta esta conclusão com um outro estudo, publicado em 2017, destacando que os  maiores desafios em ir ao encontro das necessidades e prioridades digitais são de cariz cultural e comportamental.  A consultora remata afirmando que as barreiras culturais estão diretamente correlacionadas com a performance financeira.

A história do progresso tecnológico nas organizações está repleta de exemplos de empresas que se focaram nas tecnologias, descurando o investimento nas capacidades que possam assegurar o impacto desse progresso. Em muitos destes casos os resultados que ficam aquém dos objetivos propostos são claros reflexos da incapacidade em alterar mindsets e processos que fomentem a mudança.

Apesar da dificuldade que representa o exercício de materializar qualquer acepção associada a cultura, existem comportamentos e processos de trabalho que facilmente indicam se a implementação de uma transformação digital está a ser acompanhada por características de progresso cultural e não apenas de inovação tecnológica:

  1. Agir de forma ágil e responsiva: Criação de valor quando existe a capacidade para aprender e adaptar de forma rápida aos processos, estratégias e tecnologias em prática;
  2. Processos colaborativos: O compromisso individual com o esforço e conhecimento do grupo aproximará o produto do resultado final pretendido;
  3. Testar e correr riscos: As experiências com resultados menos positivos devem ser encaradas como oportunidades de aprendizagem a aplicar futuramente. O digital veio acabar com o “achómetro”;
  4. Tomar decisões que demonstrem quais as prioridades: O “digital shift” depende do grau de importância que for dado ao digital dentro das organizações;

 

Na LOBA temos como objectivo trazer a melhor inovação digital aos nossos clientes, bem como apresentar resultados que sustentem as mais valias que esta área de negócio pode trazer.

As empresas que estiverem à espera que a sua cultura organizacional se altere de forma orgânica vão movimentar-se lentamente num período em que a penetração digital cresce de forma rápida, intensificando as suas  barreiras entre sectores e diferenças de competitividade para com outras organizações.

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